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Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano

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A Cólica

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Melissa Azevedo Motta de Oliveira - Médica Veterinária - Jockey Clube do Paraná

Lívia Medalha Araújo - Médica Veterinária - Clínica Santa Fé

A síndrome cólica (também chamada de abdome agudo) constitui uma das urgências mais freqüentes dentro da medicina eqüina, envolvendo vários fatores de diferentes natureza e grandeza, para cada caso em especial. Ela corresponde a umasérie de alterações fisiológicas do sistema digestório, com manifestações de dor abdominal em maior ou menor grau, podendo levar o animal à morte.

A cólica eqüina pode ser provocada por causas intestinais e não intestinais. Para fechar o diagnóstico, é necessária uma minuciosa investigação, coletando o maior número de informações possíveis sobre o manejo nutricional, sanitário e de atividades diárias do animal, bem como seu histórico clínico, exame físico sistemático, exame retal e exames laboratoriais complementares.



Como identificar um paciente com cólica?

É relativamente fácil perceber quando o cavalo apresenta quadro de cólica. A primeira alteração a ser observada é a mudança no comportamento do animal. Cavalos acometidos geralmente se tornam apáticos, recusando alimentação e pasto, ou passam a ficar agitados e suados. Também podem olhar constantemente para o flanco, "cavar o chão" com os membros anteriores, deitar e rolar, apresentar sudorese profusa, ter o abdome distendido, ansiedade e movimentos respiratórios aumentados, como demais sinais clínicos clássicos de cólica. Geralmente o grau de dor está diretamente ligado a gravidade da cólica, por isso um profissional qualificado deve ser chamado imediatamente após o aparecimento desses sinais.



Como minimizar os riscos de cólica em seus animais?

O manejo é umas das principais causas predisponentes para animais estabulados desenvolverem cólicas. Tendo isso em vista, seguem algumas medidas de manejo que podem reduzir a incidência:

* Bom programa de controle parasitário;

* Definir uma alimentação balanceada e regular, de preferência

com forragem (alfafa, verde fresco, feno de boa

qualidade) à vontade;

* Diminuição do fator estresse;

* Revisão dentária periódica;

* Ter atenção especial com animais em inatividade temporária,

em transito (viagens) e em mudanças climáticas

bruscas;

* Manter a rotina de trabalho e de manejo alimentar.



Como proceder até a chegada do médico veterinário?

Caminhar animais acometidos por cólica em locais amplos é a primeira coisa a ser feita, pois, além de evitar que eles se machuquem ou piorem o estágio da afecção deitando e rolando, pode ajudar na eliminação de gás e alívio da dor. Nunca se deve administrar nenhuma medicação nesses animais sem o consentimento do veterinário, ou se for feito, ele deve ser notificado logo que presente.