Cavalo de Sela Francês
Galopes velozes, saltos elegantes e muita inteligência. Depois de quase 300 anos de aprimoramento da raça, os franceses chegaram a um cavalo polivalente, ideal para provas de Salto, Adestramento e Concurso Completo de Equitação.
A raça surgiu com o nome "Cheval de Selle Français" há apenas 50 anos. No entanto, para entender sua formação é preciso voltar a 1663, quando um ministro do Rei Luiz XIV, Jean-Baptiste Colbert cria o Haras Real, na região da Normandia, França. Foi nessa data que se iniciaram os primeiros cruzamentos com o objetivo de obter cavalos mais rápidos e adaptados para a guerra. Até então, os cavalos da Normandia eram essencialmente animais de tração. Assim, os criadores começam a cruzar éguas francesas com o Puro Sangue Inglês, trazido da Inglaterra. Nascia o Anglo-normando, que seria um dos principais formadores do Sela Francês. O Anglo- Normando, devido à sua elasticidade e seu galope reduzido, passou a ter ótimos resultados nas competições eqüestres. Os criadores, vendo o potencial do animal, passam a concentrar seus esforços no aperfeiçoamento da raça.
Duas transformações marcam o surgimento do Sela Francês. A primeira ocorreu em 1914, a partir do cruzamento de garanhões Puro-Sangue provenientes de três regiões da França, incluindo o Anglo-Normando, com éguas da cavalaria militar. A segunda, em 1958, resultou da cruza dos cavalos franceses com o Anglo-Árabe do Sudoeste. Foi nesse ano que a raça finalmente recebeu seu nome atual. O stud book, criado em 1963, permite a inscrição de animais "meio sangue", isto é, um potro filho de pai Sela Francês com mãe das raças Puro Sangue Anglo-Árabe, Trotador Francês ou Árabe filha de Sela Francês pode receber o registro. É por isso que a Associação Nacional do Sela Francês afirma que a raça não possui um padrão definido. Contudo, apresenta características comuns, como a altura entre 1,65m e 1,75m, ossatura robusta e força e gilidade nos esportes eqüestres.
Hoje, a raça vem crescendo muito e sendo reconhecida como uma das melhores para a prática do hipismo. Destacando-se no salto, adestramento e concurso completo de equitação. Foi montado num exemplar dessa raça, o Baloubet du Rouet, que Rodrigo Pessoa trouxe a única medalha de ouro do hipismo brasileiro.

UM SELA FRANCES COM CORAÇÃO BRASILEIRO
Baloubet du Rouet nasceu na França, em 1º de agosto de 1989.
Aos três anos de idade, foi comprado pelo empresário português Diogo Pereira Coutinho. Aos cinco anos, foi cedido a Nélson e Rodrigo Pessoa.Embora tenha estreado nas pistas com Neco, foi com Rodrigo que Baloubet consagrou-se campeão. Baloubet entra para a história do hipismo como o único animal a vencer três vezes consecutivas a Copa do Mundo de Saltos. Para o Brasil, sua conquista mais importante foi a medalha dourada na Olimpíada de Atenas 2004.
Em 2006, após ter sofrido uma lesão, Baloubet se aposentou. Hoje ele vive no centro de Reprodução Artificial Eqüina Linalux, na Bélgica. Estima-se que uma dose de seu sêmen congelado custe aproximadamente três mil euros. Mesmo aposentado, Baloubet vale ouro.





