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O legado Olímpico

O que os Jogos de 2016 deixarão para o Brasil?

Desde os Jogos Olímpicos de Barcelona que muito se fala em legado para a cidade sede e para o desporto nacional de um país. Barcelona é um exemplo fantástico de revitalização, bairros inteiros foram criados, com rede viária e transporte público de baixo custo e não poluente, coleta seletiva e inteligente do lixo e resgate da área portuária e histórica. Mas a Espanha não se tornou uma potência olímpica… Outros exemplos podem ser lembrados de casos inversos, a China se tornou uma potência no esporte, mas a poluição de Pequim e seu caos urbano não foram sequer atacados, ao contrário, hoje os estádios estão abandonados se deteriorando. Nada mudou na vida dos habitantes, faltou visão estratégica e de utilização futura.
Vamos nós na nossa missão de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro, que continua lindo, precisa de muitas intervenções em diversas áreas, algumas em franco progresso, outras ainda dependendo de “vontade política”, outro termo extremamente utilizado, mas de intrincado e obscuro significado.
Os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, em 2007, legaram para o Brasil e a cidade um complexo de equipamentos esportivos de real interesse para diversas modalidades. Mas e o nosso hipismo? Deodoro foi fundamental para que o Brasil sediasse, e diga-se que foi de forma brilhante, os V Jogos Mundiais Militares, que, se não tiveram a devida atenção da mídia, lhes asseguro que foi extraordinário, brilhante e impecável no aspecto competitivo. O legado para o hipismo brasileiro… Continuo achando o que muitos já tomaram consciência, Deodoro é uma área militar, de uso das forças armadas e que, vez por outra, pode ser palco de grandes competições. Não tem infra-estrutura hoteleira, é longe das belezas naturais da cidade e não passou a ser gerido de forma conjunta com nenhuma entidade do esporte. Deve ser mantido e ajudado pelo Exército Brasileiro e pelas entidades e empresas organizadoras de eventos, respectivamente e nesta ordem.
O local para fazer realizar as competições equestres nos Jogos Rio 2016 é a Lagoa Rodrigo de Freitas, com seu já tradicional palco na Sociedade Hípica Brasileira e com a adaptação do Joquei Clube Brasileiro, este último hoje sub utilizado, com área útil invejável e até superior ao seu análogo de Hong Kong, que recebeu as modalidades de Salto e Adestramento nos Jogos de Pequim. Lá se poderia fazer a primeira prova de Cross-country olímpica onde os espectadores veriam todo o percurso de uma confortável arquibancada. Sonho? Duvido, mas, aí sim, poderíamos falar em legado para o nosso esporte, poderíamos ficar honrados em receber e depois desfrutar dos investimentos da maior festa de congraçamento da humanidade.
Se for em Deodoro, seu entorno será muito beneficiado e uma população esquecida terá um ganho em qualidade de vida. Precisamos decidir de que lado estará o nosso apoio. Que legado nós escolheremos?

 


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