Ruptura de tendão

Minha égua caiu na cocheira há quatro meses e fraturou o tendão do pé no lado externo. Foi realizado tratamento com gelo e anti-inflamatório por dois meses. Após um mês, comecei a montar, mas a égua mancou e seu pé ficou inchado. Fiz exame de ultrassom, apliquei gelo, anti-inflamatorio e DM-gel e ela está em repouso. A égua não está mancando, contudo o pé continua inchado e o tendão também inchou. O pé dela irá desinchar? O tratamento está correto?

Pelo que me parece em seu relato, sua égua teve possivelmente uma rutura de um ou mais tendões ou ligamentos que constituem o aparato locomotor dos equinos. A ultrassonografia é uma metodologia diagnóstica que poderá mostrar com precisão qual ou quais estruturas estão envolvidas, bem como o grau da lesão (leve, moderada, grave ou gravíssima), o que é de suma importância para fazer o prognóstico inicial. Quanto ao tempo de cura, isso dependerá do tamanho ou grau da lesão, do tipo de terapêutica instituída e também da resposta individual. Em alguns casos, um exame radiográfico para complementação diagnóstica é bem-vindo.
Dependendo da gravidade desta rutura, o aumento de volume pode se prolongar por alguns meses e, em determinados casos, poderá até mesmo não retornar totalmente ao volume normal devido às sequelas de reparação. Hoje em dia, existem diversas modalidades terapêuticas que podem auxilar em muito na recuperação destas lesões, diminuindo o tempo e as sequelas. Entretanto, a única forma de se precisar o grau de reparo destas lesões é através de exames ultrassonográficos seriados, a partir do qual é possível avaliar a resposta tecidual, tanto na fase de repouso do animal quanto na volta ao exercício.Esta observação é importante para que o médico veterinário clínico possa manter ou mudar o protocolo terapêutico e para que se tenha um diagnóstico precoce quanto a possíveis recidivas da lesão ou das lesões no retorno ao trabalho e aumento dos níves de exercício.

Sobre a Veterinária
A Dra. Andréa Panza é graduada pela PUCPR e é especialista em ultrassonografia equina.

    Deixe seu comentário