Cassiana Maria Garcez Ramos, Médica Veterinária MSc | Foto: Arquivo

A função dos medicamentos é a de curar ou aliviar sintomas, porém, em certas ocasiões, seu efeito pode ser contrário ao objetivo de cura, prejudicando o quadro clínico do animal em questão. A reação que o medicamento irá desencadear depende das condições de sua utilização e reações do organismo. A prática da administração de medicamentos por conta e risco, sem o acompanhamento de um profissional da saúde, pode agravar os efeitos colaterais (indesejáveis) dos medicamentos.
É bastante comum no meio hípico que, frente a alguma adversidade, o proprietário ou treinador medique seu cavalo com o melhor propósito, mas se esqueça dos riscos que esta iniciativa implica.
Perigo iminente
Esta atitude torna-se um tanto quanto perigosa porque até mesmo os medicamentos prescritos pelos médicos veterinários já apresentam seus efeitos colaterais que são considerados e monitorados pelo profissional. Por isso, os profissionais seguem à risca os horários e a quantidade indicada, além da escolha pelo melhor medicamento para determinado cavalo considerando o exame clínico e complementar.
Qualquer nova substância pode desencadear novos efeitos. Então, antes de administrar qualquer remédio é preciso consultar seu médico veterinário. Até mesmo o uso de fitoterápicos e de vitaminas deve ser receitado e monitorado pelo profissional.
Um mesmo remédio, com dosagem idêntica, usado durante o mesmo período de tempo para dois indivíduos diferentes, pode dar excelentes resultados para um deles e não surtir o mesmo efeito no outro.
Por isso, tendo o conhecimento sobre as doenças equinas, técnicas de tratamento e prevenção, apenas o Médico Veterinário pode analisar as condições físicas do paciente e opinar sobre os benefícios e riscos apresentados pelos medicamentos.
Demais consequências
Por sua vez, os remédios da alopatia, homeopatia, florais, fitoterapia ou qualquer outro tipo de medicamentos, podem provocar efeitos colaterais, algumas vezes irreversíveis.
Remédios populares e caseiros também podem prejudicar o organismo, se utilizados de forma incorreta.
Ao médico veterinário cabe ter conhecimento das propriedades farmacológicas dos medicamentos, ser capaz de reconhecer reações adversas e saber solucioná-las. Os fatores responsáveis por essas reações são: o fármaco propriamente dito, interações com outros fármacos, idade do animal, prenhez, sexo do animal, condição corporal, estado imunológico, meio ambiente (poluição, temperatura ambiente…), entre outros. Além disso, o efeito dos remédios pode variar de indivíduo para indivíduo.
O reconhecimento clínico das reações adversas inclui reação alérgica aguda com redução da pressão arterial, dificuldade respiratória, urticária, coceira, diarreia, dor abdominal, arritmia cardíaca, etc, e a partir desses sinais o tratamento deve ser instituído o mais rapidamente possível, evitando assim maiores complicações.
Os fármacos relacionados às reações incluem os antibióticos, os tranquilizantes, vitaminas, antiparasitários, vacinas e antiinflamatórios.
É importante que os profissionais do meio hípico saibam valorizar a saúde dos seus animais conhecendo a fundo os benefícios e riscos de cada medicação, valorizando mais os conhecimentos do médico veterinário ao qual cabe a escolha da medicação adequada para cada caso, bem como a via de administração, a dose e o tempo de tratamento.
Quando seu animal apresentar algum sintoma divergente de sua rotina diária, lembre-se da atitude correta a ser tomada: entre em contato com seu médico veterinário de confiança. É ele quem irá oferecer o tratamento adequado a seu animal, tendo em vista os diversos fatores que podem influir durante o processo de cura.






